Neutros de Carbono

O envelope, referente cultural

O “moderno” fabrico de envelopes segundo Karl Marx

Karl MARX, O Capital, Vol. I, parte IV, Cap.XV, secção 1

O Capital de Karl Marx descreve a fabrico de envelopes no século XIX

Marx, para ilustrar as suas teses de economia política, serve-se das mudanças que se produziram na indústria do fabrico de envelopes substituindo processos manuais por processos mecanizados. Á margem do planeamento marxista (*), a sua descrição - em 1867! – é um monumento histórico de grande interesse para entender a evolução da indústria do envelope.

"Na moderna fábrica de envelopes, um operário dobrava o papel com a dobradora, outro colocava a cola, um terceiro dobrava a pala sobre a qual vai estampado o cabeçalho, outro estampava, e assim sucessivamente, através de toda uma série de operações parciais, em cada uma das quais tinha que mudar de mão cada envelope. Ora bem, hoje uma máquina de fazer envelopes executa todas estas tarefas, fazendo 3.000 e até mais, numa hora. Na exposição industrial de Londres foi apresentada em 1862 uma máquina americana de sacos de papel, que cortava o papel, o colava, o dobrava e fazia 300 sacos por minuto. Como se pode ver, uma máquina só, trabalhando com diversas ferramentas combinadas, executa todo o processo que no fabrico se dividia em várias fases graduais."

* Exposto nas primeiras linhas desta mesma secção do livro de K. MARX: John Stuart Mill, nos seus Princípios de Economia Política, afirma o seguinte: é duvidoso que todos os inventos mecânicos, criados até este momento, tenham atenuado as fadigas diárias que sofrem os seres humanos. Porque, a aplicação capitalista da maquinaria não tenta conseguir tal propósito. Igual ao resto dos meios utilizados para aumentar a produtividade do trabalho, a maquinaria pretende abaratar os produtos e, ao reduzir a parte da jornada que o trabalhador dedica a satisfazer as suas necessidades, alarga, em consequência, a parte restante que entrega, sem contrapartida, ao capitalista. Em poucas palavras, constitui um meio para conseguir uma mais-valia. Nas indústrias fabricantes, a revolução na forma de produzir começa pela mão-de-obra, enquanto, na indústria moderna, o faz através dos instrumentos de trabalho. Devemos perguntar-nos, portanto e em primeiro lugar como se transformam os instrumentos de trabalho e passam de ferramentas a máquinas, ou qual é a diferença entre uma máquina e os utensílios que utiliza o artesão?

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Envelopes, Todo Um Mundo

Associações nacionais e internacionais, através dos seus organismos, publicações e congressos, são testemunhas da realidade e da evolução do mundo do envelope e dos seus fabricantes.

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Evolução e história

  1. Do "sobrescrito" ao "envelope".
    • Do francês "enveloppe" (e o seu empréstimo ao inglês " envelope") surge como "envoltório" ou coberta, o que é hoje um "envelope", em espanhol a palavra "envelope" é devedora e apócope do "sobrescrito" ou texto que identificava ao destinatário sobre o próprio papel fechado da carta.
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O envelope, referente cultural

O envelope, se não é o utensílio mais universal, é sem dúvida um dos símbolos mais generalizados da nossa cultura.

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A linguagem dos envelopes

Os envelopes falam

"Abre-me!" e "Responde!" são duas palavras mágicas que criativos e profissionais de Marketing tentam que digam os seus envelopes de envio ou de resposta.

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